|
|
|
Comecei
a tomar
conhecimento
do
Fantasma
quando
tinha 9
anos de
idade e já
tinha
cursado
dois anos
da escola
primária.
Catava
latas,
ferro-velho,
alumínio
e vidro e
vendia no
depósito.
Com o
dinheiro
apurado,
comprava
gibis da
época e
lia
diversos
heróis.
Entre
eles,
estava o
Fantasma.
Com o
passar do
tempo,
comecei a
gostar
mais do
Fantasma
do que dos
outros heróis,
por ele
ser mais
parecido
com um ser
humano, já
que não
tinha
super
poderes
como voar,
visão de
raio-X,
super-força
e audição.
Ao
contrario,
se
machucava
muitas
vezes,
levando
tiros e
facadas.
Sempre
gostei do
modo como
O Espírito-que-anda
praticava
justiça,
submetendo
os
malfeitores
a
trabalhos
forçados
por vários
anos e não
deixando-os
vadiar
como os
presos de
diversos
lugares.
O que faz
as pessoas
gostarem
do
Fantasma?
O herói
representa
um ser
humano,
tem medo,
sofre, ama
e odeia
como
qualquer
pessoa
normal.
Isso faz
com que as
pessoas se
identifiquem
com ele. O
Fantasma
mostra
muitas
qualidades
humanas e
talvez
seja isso
que o
identifique
com os
leitores,
já que a
relação
fã-ídolo
se dá por
isso. Os fãs
procuram
no ídolo
aquilo que
gostariam
de ser.
As
aventuras
do
fantasma,
uma melhor
do que a
outra, só
podem ser
diferenciadas
através
de dados
que são tão
subjetivos
que só se
pode julgá-las
a partir
das preferências
pessoais.
Seu
uniforme
tem como
objetivo
causar
pavor nos
criminosos
pela referência
à
caveira.
Em geral,
criminosos
são
covardes e
supersticiosos.
Assim, o
disfarce
procura
ser capaz
de lançar
o terror
em suas
mentes.
Através
de traços
realistas
e bem
cuidados,
o Fantasma
assume uma
feição
mais
sombria,
apresentando
uma dinâmica
elegante,
integrando-se
harmoniosamente
no cenário.
Num estilo
verdadeiramente
paradoxal,
barroco e
estilizado
ao mesmo
tempo, o
Fantasma
moderno
forma uma
composição
muito bem
articulada.
É claro
que eu
poderia
discutir
inúmeros
outros
aspectos
das
diferentes
representações
gráficas
do Espírito-que-anda,
que parece
estar
sempre
renascendo
para gerações
e gerações
de
leitores.
Ele trouxe
de volta
milhões
de
leitores
que
julgavam já
terem
passado da
época de
ler histórias
em
quadrinhos.
O Fantasma
marcou
definitivamente
a renovação
em toda a
indústria
das histórias
em
quadrinhos.
Ele trouxe
pela
primeira
vez as
aventuras
de um legítimo
mito
contemporâneo.
Assim, o
implacável
justiceiro
não
possui
propriamente
super
poderes,
mas sim um
treinamento
desde
garoto:
esportes e
ginástica
fizeram
com que
ele fosse
dotado de
uma grande
força e
resistência
e muitas
vezes com
três
balas no
corpo
continua
lutando.
Publicado
em mais de
50 países
sem
interrupção
desde 17
de
fevereiro
de 1.936,
o
personagem
propiciou
o
aparecimento
de inúmeros
componentes
para suas
aventuras.
A longa
trajetória
do
Fantasma
faz parte
da história
da cultura
de massas
contemporâneas.
Sou a
favor da
renovação
das histórias
em
quadrinhos,
pois uma
das
características
dos
quadrinhos
é a que o
público
pode ser
fiel a um
herói,
mas acaba
se
cansando
se ele não
se renova.
Portanto,
nada deve
ser eterno
nos
quadrinhos,
mas deve
ser mudado
conforme a
idéia do
escritor,
desenhista,
editor, ou
das
conveniências
em geral,
como a
exigência
do público
leitor.
|