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Título:
X-MEN
EXTRA # 21
(Panini
Comics)
- Revista
mensal
Autores:
X-Treme
X-Men
- Chris
Claremont
(argumentos),
Salvador
Larroca
(desenhos)
e Liquid!
(cores);
Exilados
- Judd
Winick
(argumentos),
Mike
McKone
(desenhos),
Jon
Holdredge
com Norm
Rapmund
& Tim
Townsend
(arte-final)
e
Transparency
Digital
(cores);
X-Force
-
Peter
Milligan
(argumentos),
Duncan
Fegredo
(desenhos)
e Laura
Allred
(cores);
Mekanix
-
Chris
Claremont
(argumentos),
Juan
Bobillo
(desenhos),
Marcelo
Sosa
(arte-final)
e Edgar
Tadeo/Avalon
Studios
(cores).
Número
de páginas:
96
Sinopse:
X-Treme
X-Men
- Khan, o
conquistador
extradimensional,
iniciou
seu plano
de dominação
da Terra
por
Madripoor.
Enquanto
os
combates
entre
mutantes e
o exército
invasor
continuam,
o líder
inimigo
deseja
salvar a
vida de
Ororo,
para torná-la
sua
rainha.
Exilados
- Numa
realidade
temporal
em que
Namor é
um
inimigo, o
grupo deve
enfrentar
a invasão
dos
Atlantes.
E como se
não
bastasse,
para
salvar a
humanidade,
eles se vêem
forçados
a ajudar o
homem que
todos
temem, o
Dr.
Destino.
X-Force
- Após a
morte de
dois
membros, a
equipe
atravessa
um momento
de transição.
Relacionamentos
são
questionados;
candidatos
para as
vagas,
avaliados;
e o Orfão
luta para
que o novo
nome do
grupo seja
aquele
criado por
Vai Nessa.
Mekanix
- Kitty
Pride quis
deixar
para trás
o
sofrimento
causado
por sua
vida nos
X-Men. Mas
tudo que
construiu
é agora
ameaçado
pela
presença
de grupos
antimutantes
na
faculdade
onde
estuda.
Positivo/Negativo:
X-Men
Extra # 21
é uma edição
interessante
para
refletir
sobre o
que os fãs
querem.
Tem a última
edição
da X-Force,
uma série
que, desde
o começo,
gerou polêmica
por
ignorar
tudo o que
existia
anteriormente
na
mitologia
mutante.
Isso não
era
exatamente
correto.
Peter
Milligan
sempre deu
mostras de
saber
exatamente
o que os
leitores
imaginavam
de uma série
"X";
apenas
fazia
questão
de ir,
totalmente,
contra o
esperado.
Todos os
clichês e
estruturas
das HQs de
super-heróis
(que a
maioria
dos
autores
utiliza,
vez ou
outra),
eram
arrebentados
aos
montes, em
todas as
edições.
Saíram
das histórias
a luta do
bem contra
o mal,
personalidades
heróicas,
tramas que
duram anos
e
personagens
com que o
leitor
podia
identificar
suas dúvidas
e medos.
Entraram
interesses
pessoais,
egocentrismos
e egoísmos,
um ritmo
alucinado
de criar
aventuras
e, talvez,
a mais
radical
das mudanças:
heróis
que não
despertam
no leitor
o devaneio
de
"ser
como
eles".
Por outro
lado, é
perceptível
nas últimas
edições
que
Milligan pôs
o pé no
freio. O
ritmo
alucinado
sumiu. O
roteiro
perdeu o
ar de
anarquia
absoluta,
e agora se
mostra
muito mais
comportado.
Os
personagens
ainda são
superstars
inseguros
e
violentos,
e os diálogos,
ácidos e
irônicos.
Mas agora,
por baixo
das piadas
e
conflitos,
o roteiro
começa a
se basear
numa
estrutura
normal,
mais
adequada
ao que os
fãs estão
acostumados.
A impressão
que fica
é que
Milligan
ainda
precisa
pegar
melhor a mão,
encontrar
o equilíbrio
certo
entre
piada e
trama
linear.
Algumas
"tiradas"
soam
erradas,
outras
cenas estão
sérias
demais.
Falta um
ajuste
fino para
a transição
ser
completa.
Aliás, a
arte
nervosa de
Duncan
Fregredo,
artista
convidado
para este
número, não
ajuda. O
estilo do
desenhista
é fantástico
e mais
versátil
do que
pode
parecer à
primeira
vista,
podendo
combinar
tanto com
um título
da Vertigo
(como Enigma,
escrito
pelo próprio
Milligan e
que teve
parte
publicada
no Brasil,
pela Atitude),
quanto com
um de
super-heróis
(Eu fui
um
Homem-Sapo
Adolescente,
lançada
aqui em Homem-Aranha
# 17,
pela Panini).
No
entanto,
nesse
caso,
pareceu
deslocado,
sem o ar
pop irônico
do
co-criador,
e titular
da série,
Mike
Allred.
Na próxima
edição,
estréia X-Statix,
título
que
sucedeu X-Force
nas comic
shops
americanas.
Mike
Allred
retorna, e
os
personagens
também.
Mas qual
será o
caminho
que as
histórias
de
Milligan
seguirão?
Mistério...
Com
certeza, não
irão se
transformar
numa história
de Chris
Claremont,
que com
seu
trabalho,
estabeleceu
a
mitologia
e o estilo
X-Men de
criar
aventuras,
e que tem
metade
desta edição
só para
ele.
X-Treme
X-Men,
o
carro-chefe
da
revista,
continua
seguindo
exatamente
a cartilha
de
Claremont
nos últimos
anos. Tudo
é épico
e
grandioso,
mas também
sofrido,
difícil,
dolorido e
descrito
com dois
ou três
recordatórios,
no mínimo.
O que, aliás,
nem é tão
diferente
das épocas
áureas do
roteirista,
como
quando
trabalhou
com John
Byrne (e
justamente
levantou
os pilares
que
sustentam
toda essa
mitologia)
ou Alan
Davis.
As tramas
dessa época
tinham
esse mesmo
drama
atual, só
que com
alguns
momentos
de
respiro.
Os
personagens
carregavam
seus
fardos,
mas
pareciam
levá-los
de forma
mais leve.
Se hoje até
as piadas
são
amargas,
naqueles
tempos
serviam
para
mostrar
heróis
que eram
humanos,
com
momentos
em que se
lembravam
disso. E o
leitor os
acompanhava
nesse
sentimento.
Uma
personagem
fundamental
para isso
era
justamente
Kitty
Pride.
Criação
de
Claremont
e Byrne,
ela entrou
na série
para
reinserir
a ótica
adolescente,
quando
todos os
outros heróis
já eram
adultos.
Preconceitos,
dificuldade
de
entender o
diferente,
aceitar a
si mesmo e
vários
outros
temas que
fazem a
festa dos
roteiristas
do
Homem-Aranha,
aqui eram
usados
dentro de
um grupo,
e diziam
indiretamente
muito mais
sobre
eles, do
que tudo o
que está
escrito em
todas as
edições
atuais de X-Treme.
O irônico
nesta edição
acaba
sendo a
segunda
história
do
roteirista:
o retorno
de Kitty
Pride, na
minissérie
Mekanix,
que teve
um prólogo
publicado
na edição
anterior.
As
primeiras
cinco páginas
até soam
como o
Claremont
de
antigamente.
Os
recordatórios
sofridos
ainda estão
lá, mas
se vê uma
preocupação
com a
contrução
do
personagem
que ele não
usa mais
(com
direito,
inclusive,
a duas páginas
completamente
mudas!
Quem
diria...).
No
entanto,
logo volta
o de
sempre, e
nas últimas
páginas já
está
claro que
a única
diferença
entre X-Treme
e Mekanix
é o número
de
personagens
e o
tamanho da
ameaça. E
dá-lhe
sofrimento
contínuo
- até o
encontro
com uma
velha
amiga e a
nostalgia
que isso
provoca
acaba
servindo
apenas
para mais
constatações
tristes.
No fim,
quem mais
se parece
com o
Claremont
de
antigamente
é Judd
Winick.
Com seus Exilados,
o
roteirista
alterna
momentos
épicos,
com outros
pequenos,
nos quais
aprendemos
mais sobre
aquela
gente
toda. E em
minúsculos
detalhes,
ele cria
empatia
com
aqueles
personagens,
que
sofrem, se
questionam,
mas têm
seus
momentos
de paz.
A grande
sacada da
série é
o tema: um
grupo de
heróis
que
"conserta"
linhas
temporais,
agindo em
momentos-chave
que
definirão
o futuro
daquele
universo.
Ao criar
variações
do Universo
Marvel,
Winick
conseguiu
fugir da
ditadura
da
cronologia,
bolando
histórias
em que o
leitor se
diverte,
mesmo sem
saber o
que
aconteceu
em tramas
publicadas
quinze
anos atrás.
Por outro
lado, o público
hardcore
também
tem sua
diversão,
pois o
reconhecimento
dos
conceitos
originais
ali
alterados
aumenta
ainda mais
o prazer
da
leitura.
Winick
altera a
mitologia,
mas
respeitando-a,
sem o
confronto
direto que
Milligan
se propõe
em X-Force,
ou a
obsessão
dramática
de
Claremont.
Lógico
que o
roteirista
de X-Treme
X-Men
e Mekanix
ainda tem
seus fãs,
inclusive
muitos que
defendem
ser este o
estilo de
história
que todo o
universo
mutante
deveria
seguir.
Mas a própria
Marvel
percebeu
que esse
formato
agrada
apenas a
uma
parcela de
leitores,
e afasta
os outros.
Prova
cabal
disso, é
o fato de
o
roteirista
estar fora
dos
principais
títulos
mutantes (X-Men,
Uncanny
X-Men
e Wolverine).
Mas X-Men
Extra,
na teoria
um mero título
secundário,
acaba
servindo
como um
complemento
interessante,
ao mostrar
vários
jeitos de
encarar a
mitologia
e o
andamento
das sagas
mutantes.
A polêmica,
claro,
passa para
os
leitores.
Já está
até monótono
ler as seções
de carta,
em que se
alternam fãs
defendendo
X-Treme
ou X-Force
(algo
similar ao
que está
acontecendo
com os que
adoram e
odeiam o
trabalho
de Garth
Ennis, na
revista do
Justiceiro).
No
entanto,
serve para
mostrar
que uma
revista
mix que
agrada
completamente
apenas a
poucos
leitores,
tem a
possibildiade
de
oferecer
algo de
legal a
quase todo
mundo.
Marvel
2003
Vingadores:
enquanto
parte da
equipe
tenta
atacar a
Base Dâmocles
e
confrontar
Kang,
Warbird e
seu grupo
enfrentam
o Mestre
do Mundo. Capitão
América:
o
Sentinela
da
Liberdade
descobre o
plano de
Inali. Mas
poderá
impedir
seu
ex-amigo
de
concretizá-lo?
Thor:
Odin está
morto!
Longa vida
a Thor,
senhor de
Asgard! Homem
de Ferro:
os Filhos
de Yinsen
estão de
volta. E não
estão sós!
Formato
americano
(17x26
cm). 100 páginas.
Distribuição
nacional.
Papel de
luxo. Capa
couché.
(Avengers
# 48; Iron
Man # 46;
Thor # 41;
Captain
America #
9)
GRANDE
EXPOSIÇÃO
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